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Gente que investe no amor.

domingo, 21 de abril de 2013

O AMOR DEPOIS DO DIVÓRCIO







Por :Fabrício Carpinejar



Os promotores de justiça sabem. Os juízes sabem. Os terapeutas sabem. Os massoterapeutas sabem. As faxineiras sabem.

Nunca houve tanta reconciliação. Mais do que casamento e divórcio.

A reconciliação é o amor autêntico. O amor bandido que se converteu à lei. O amor bêbado que largou o álcool. O amor drogado que fugiu dos vícios.

A reconciliação é o amor depois das férias, recuperado da perseguição dos defeitos e da distorção das conversas.

É o amor depois da mentira, depois do tribunal, depois da maldade da sinceridade, depois da carência.

Casais que se prometeram o inferno, que disputaram a guarda na Justiça, que enlouqueceram os filhos com suas conspirações, decidem voltar a morar junto, para temor dos vizinhos, para o susto da parentada.

A reconciliação é uma moda entre os divorciados.

Mal se acostumam com o nome de solteiro e se envolvem com os mesmos parceiros. Mas os mesmos parceiros são outros. Outros novos.

A distância elimina a culpa. A falta filtra a cobrança.

Eles experimentaram um tempo sozinhos para descobrir que se matavam por uma idealização.

Enfrentaram relacionamentos diferentes, exageros e excessos, contemporizaram os medos e as rejeições, provaram de frustrações amorosas.

Viram que o príncipe se vestia mal, e o sapo coaxava bonito.

Viram que não existe demônio ou santo no amor. Não existe certo ou errado, existe o amor e ponto.

Este amor provisório, inconstante, inacabado e vivo.

Este amor pano de prato, não toalha de mesa, mas que serve para secar a louça e as lágrimas.

Quem era ciumento retorna equilibrado, quem era indiferente regressa atento.

A trégua salva e refina o comportamento. O casal passa a adotar no dia-a-dia aquilo que não admitia fazer e que o outro recomendava.

O que soava como crítica antigamente passa a ser conselho.

Gordos emagrecem com exercícios físicos, brabos examinam seus ataques de fúria.

A saudade era um recalque e se transforma em sabedoria.

O par percebe que é melhor ser inexato do que inexistente.

Durante a separação, ninguém aceita ressalva e exame de consciência.

A separação é soberba, escandalosa, arrogante. Todos gritam e espalham os motivos da discórdia.

Já a reconciliação é humilde, ouvinte, discreta. Os amantes cochicham juras e esquecem as falhas. Baixam as exigências para aperfeiçoar o entendimento.

A reconciliação é o amor maduro, o amor que ressuscitou, o amor que desistiu de brigar por besteiras e intrigas.

O amor que é mão dada entre o erro e o perdão. Mas que agora pretende envelhecer de mãos dadas para sempre.

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, Revista Donna, p. 6
Porto Alegre (RS), 17/03/2013 Edição N° 17374

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quem busca um amor perfeito não tem maturidade.








Quer um amor perfeito? Só se for a flor!

por Patricia Gebrim


Você já viu aquela florzinha que chamamos popularmente de amor perfeito? Longe da perfeição, é uma flor pequena, delicada, às vezes me lembra uma carinha risonha, talvez rindo dessa nossa busca infantil e infrutífera pela perfeição no amor.
Se antes as pessoas suportavam coisas demais em nome do amor, até mais do que deveriam, mais do que seria saudável; hoje nada suportam. Basta uma palavra aparentemente inadequada ou mal colocada, um gesto mal cuidado, um erro, uma roupa desencontrada, um sapato mais brilhante do que supostamente deveria ser, e o outro já é descartado. Não se aceita nada menos do que a perfeição.

Para desistirmos de alguém basta perceber que esse alguém é de carne e osso e que, além de alegria, sente também tristeza ; basta descobrir que o outro, como qualquer ser humano, tem problemas, dificuldades, se afastando do ideal de perfeição tão cuidadosamente traçado. Hoje em dia descartamos as pessoas como se faz com brinquedos estragados em uma linha de produção.

Queremos que tudo seja rápido e absolutamente perfeito. Não há mais espaço para a conquista sadia, para o caminho de conhecimento mútuo que acontece aos poucos, para a parceria, para a construção conjunta. Queremos o produto acabado e sem defeitos. Não há espaço para que o amor possa acontecer. As avaliações são superficiais, afinal não temos tempo a perder.

- Ou serve ou não serve!

E se achamos, após algumas horas e um tanto de impressões superficiais, que aquela pessoa não serve, a jogamos fora, como fazemos com os arquivos da lixeira de nosso computador. Apertamos a tecla” Del” e seguimos em frente sem nem mesmo olhar para trás, muitas vezes deixando um rastro desastroso por nosso caminho.
Não é de se estranhar ver tanta gente sozinha.

Cada vez mais aumenta o número de pessoas insatisfeitas no amor. São homens e mulheres, em sua maioria gente bacana, tentando encontrar alguém com quem possam compartilhar o que tem de melhor. Mas, como uma ironia do destino, mesmo quando duas pessoas bacanas se encontram, acabam não tendo tempo de perceber isso. Estragam as coisas antes mesmo que as coisas tenham tempo de existir. A pressa, a ansiedade, a falta de paciência, são como uma foice, cortando o brotinho que ingenuamente se dispunha a crescer.

Por que fazemos isso?

Creio que nunca estivemos tão assustados como agora. Temos medo. Não apenas do outro, mas temos medo de nós mesmos, medo de não sermos capazes de atingir a perfeição autoexigida. Temos medo de que, ao entrarmos em um relacionamento, enxerguemos no outro (que é como um espelho gigante) , as nossas próprias imperfeições. E para não quebrarmos essa ilusão de que somos perfeitos, nos mantemos longe dos espelhos, longe dos relacionamentos.

É preferível acreditar que o problema está no outro. É o outro que está gordo demais, ou é inteligente de menos, ou usa roupas feias, ou cheira a mel estragado, ou sei lá o que mais formos capazes de inventar. Tudo para nos afastar da possibilidade de olhar para nossas próprias falhas e feridas.

Se o amor não é perfeito, muito menos somos nós.

Só quando aceitarmos a nós mesmos exatamente como somos, essa linda somatória de qualidades e defeitos, seremos capazes de abrir nosso coração para uma pessoa de verdade, de carne e osso, dessas que nem sempre combinam com as páginas de revistas ou personagens românticos de filmes e novelas.

Enquanto isso, continuamos trancados, fechados para o amor, atropelando as pessoas bacanas que tanto queremos encontrar, sem nem mesmo perceber a nossa responsabilidade no rastro de destroços que deixamos para trás.

terça-feira, 5 de março de 2013

Não trate com prioridade quem te trata como opção



Texto de Aldo Novak

Não gosto de desistir das coisas que amo e não gosto que meus clientes desistam. Por isso, ajudo-os a tentar tudo o que puderem, e tudo o que souberem, para assumirem as rédeas de suas vidas profissionais, pessoais e emocionais. A sua vida merece uma chance de ser especial e memorável. E isso inclui em que você se dedique para fazer a vida de alguém especial, feliz e completa. Com sorte, também significa ter alguém que faça isso por você. Não por dever, apenas, mas por ser um caminho apaixonante da realização.
Mas, infelizmente, no que se refere ao relacionamento entre duas pessoas, não podemos controlar todas as variáveis, as limitantes e os resultados. Até porque os resultados envolvem diferentes percepções, desejos e níveis de comprometimento.
O amor, embora seja um verbo, antes de uma emoção, é uma daquelas áreas nas quais todos nós gostaríamos de controlar os dois lados da equação, mas só podemos controlar o nosso lado. E torcer.
Um romance, seja ele namoro, noivado, casamento ou bodas de diamante, exige que os dois queiram dar um passo em direção ao futuro misterioso todos os dias - juntos. Mesmo que seja para sofrerem juntos, desafiando os problemas. Se você é do tipo que quer casar, e continuar se comportando como solteiro, então é melhor não casar. Fique como está.
Sei que o que está na moda é a fantasia de que 'ser livre' é o melhor. Ser independente.
Mas, apesar do estardalhaço que algumas revistas semanais fazem, dizendo que muitas pessoas querem ficar sós, não é a realidade que encontro com meus clientes. Para mim eles, e elas, dizem a verdade. E a verdade é diferente daquilo que dizem para o show da mídia, ou para uma roda de amigos.
Ninguém quer ficar só. As pessoas apenas vestem uma confortável imagem de que a 'liberdade' é mais vantajosa do que o compromisso, assim como dizem veementemente que jamais entrarão em um supermercado que os tratou mal - só para irem direto lá, quando tiverem que comprar algo.
Quando o silêncio das paredes internas do coração começa a ser escutado, o 'caldo entorna', e você se pega pensando em passar os próximos anos vivendo com aquela pessoa.
Na medida do possível, apoio meus clientes em seus sonhos e desejos. Mas, nem sempre.
Há momentos nos quais você deve olhar bem para aquela pessoa que está tratando você apenas como uma opção, uma alternativa temporária, e deixar de ter a vida dela como sua prioridade. Algumas vezes, ser a pessoa ideal não é o bastante. Especialmente, quando o outro lado da moeda tem uma lista de prioridades enorme, e você aparece em um ingrato 256° lugar.
Naturalmente, há momentos nos quais um amor não pode lhe dar atenção. E ajudo meus clientes a entenderem isso. Há altos e baixos em qualquer vida, por isso não devemos assumir o pior, apenas por um problema temporário.
Mas, há também situações nas quais você precisa entender que talvez haja muito mais dentro de você do que a outra pessoa nota ou dá valor.


Quase dois anos atrás, uma cliente tratou exclusivamente deste problema comigo. Ao final do nosso processo de trabalho, ficou claro que ela não era prioridade nenhuma para o noivo. Era apenas uma opção e um 'problema' na agenda. Depois de tentar tudo, e mais um pouco, ela rompeu o noivado. Ele teve todas as chances de abrir os olhos.
Ela deixou de tratar como prioridade, aquele que a tratava como opção.
Na última segunda feira, ela me telefonou e convidou para seu aniversário (é comum meus ex-clientes tornarem-se amigos). Aniversário e noivado. Com outra pessoa, claro. O engraçado da história? É que o 'ex' diz ter descoberto, tarde demais, que 'ela era a mulher da vida dele'. Flores, presentes e telefonemas não adiantaram -- minha cliente me autorizou a contar a história, sem revelar seu nome.
O que existe no coração dela, agora, são as lembranças de ter sido apenas mais um item, em uma agenda lotada. Agora o coração dela já está em outra vida. Ela tem outra prioridade. E o noivo atual a vê como prioridade também. O verbo amar, entre eles, se transformou no sentimento.
Agora, o ex-noivo é carta fora do baralho. Lembre-se: Não trate como prioridade quem te trata como opção. Dê todas as chances que puder. Mas, quando não houver mais o que fazer, não faça. Pare de tentar. Você saberá quando a hora chegou. Você saberá quando já tentou tudo.
E, quando chegar este momento, olhe ao redor. Se alguém não trata você como prioridade, há quem trate. Ai pertinho de você. É só olhar com o coração.
Você merece ser prioridade de alguém. Você merece ser o rei, ou a rainha, e não o vassalo, ou vassala. O amor é um jogo de 'iguais de coração'.
Não trate como prioridade quem te trata como opção.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Amar é dar o que não se tem

"Inferno, é o sofrimento daqueles que foram incapazes de amar."


"Amar é dar o que não se tem". J.Lacan

"Liberdade na vida é ter um amor para se prender."* (Fabrício Carpinejar)


Por: Letícia Thompson


Em todo relacionamento onde o amor existe, esse espaço deve ser conservado como o limite de cada um. Os relacionamentos fusionais que ultrapassam essas barreiras acabam por destruir-se, pois amar é também respeitar que a outra pessoa tenha seu recanto, seus pensamentos e, por que não, seus próprios amigos, próprias idéias e sonhos.
As pessoas não precisam estar juntas cem por cento do tempo para provarem que se amam. Elas se amam por que se amam e pronto. Dar ao outro um pouco de espaço, um pouco de ar para respirar, é dar-lhe também a oportunidade de sentir falta de estar junto. E isso vale tanto para os amores como para as amizades.
As cobranças intermináveis, resultados de carências afetivas, acabam por sufocar a outra parte e cria na que pede, espera, implora, ansiedades que a tornarão infeliz, pois ela verá como desamor qualquer gesto que não corresponda ao que espera.
Amar é deixar o outro livre para ficar ou para se retirar. É respeitar seu silêncio e seu desejo de solitude. E é deixá-lo livre para ir e voltar quando o coração pedir, que isso seja numa cidade ou dentro de uma casa.
Nada impede que um grande e lindo jardim seja construído juntos e que de mãos dadas se passeie por ele, com o peito cheio de felicidade e a cabeça cheia de sonhos... mas ainda assim, o jardim secreto de cada um deve ser mantido como lugar único e que vai, no fim das contas, enriquecer as relações.


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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Porque um coração partido realmente dói?



AH, O CORAÇÃO...


"Acho uma pena que falar em coração tenha se tornado uma coisa tão antiga. Mas o fato é que tornou-se.


Coração dilacerado, coração em pedaços, coração na mão...


Sentimos tudo isso, mas a verbalização soa piegas.


E, no entanto, estamos falando dele, do nosso órgão mais vital, do nosso armazenador de emoções, do mais forte opositor do cérebro, este sim, em fase de grande prestígio.


O que está em alta?


Inteligência, raciocínio, lógica, perspicácia!


Gostamos de pessoas que pensam rápido, que são coerentes, que evoluem, que fazem os outros rirem com suas ironias e comentários espertos.


Toda essa eficiência só corre risco de desandar quando entra em cena o inimigo número 1 do cérebro: o coração.


É o coração que faz com que uma super mulher independente derrame baldes de lágrimas por causa de uma discussão com o namorado.


É o coração que faz com que o empresário que precisa enxugar a folha de pagamento relute em demitir um pai de família.


É o coração que faz com que todos tremam seus queixinhos quando o Faustão põe no ar o quadro arquivo confidencial!


Eu gostaria que o coração fosse reabilitado, que a simples menção dessa palavra não sugerisse sentimentalismo barato, mas para isso é preciso tratá-lo com o mesmo respeito com que tratamos o cérebro, e com a mesma economia.


Se a expressão 'beijo no coração' é considerada 'over', voltemos a ser simples.


Mandemos beijos e abraços sem determinar onde; quem os receber, tratará de senti-los no local adequado."

(Martha Medeiros)




Porque um coração partido realmente dói?


As pessoas, quando levam um fora, geralmente dizem que estão com dor no coração. Parece um apelo romântico, porém pesquisadores encontraram uma ligação genética entre a dor física e a rejeição social. E, isso significa que, terminar com alguém realmente pode ser doloroso.


Psicólogos da Universidade de Califórnia, Los Angeles, disseram que o corpo humano tem um gene que se conecta a dor física sensitiva com a dor social sensitiva. As descobertas trouxeram de volta a teoria comum que a rejeição “dói”, mostrando que um gene regula um dos mais potentes analgésicos do corpo – mu-opióide – que foi incluindo nas experiências de dores sociais também.

O estudo indica que uma variação do receptor do gene da modulação opióide (OPRM1), frequentemente agregado com dores físicas, é associado quanto uma pessoa sente de dor social em resposta da rejeição social.

» Médicos podem emendar corações partidos





Pessoas com esse formato raro de gene são mais sensíveis à rejeição e possuem mais evidências cerebrais de aflição em resposta à rejeição do que aqueles que têm um formato comum.

Os pesquisadores coletaram amostras de saliva de 122 participantes para avaliar qual formato de gene de dor OPRM1 eles possuíam, e mediram a sensibilidade para rejeição. Os participantes completaram um levantamento que avaliava suas próprias sensibilidades a rejeição. Eles eram indagados, por exemplo, se concordavam ou discordavam com declarações como “Eu sou muito sensível para qualquer sinal que uma pessoa não queira falar comigo.”

Essa é a primeira vez que foi provado que os genes envolvidos na dor física estão ligados a rejeição social e um término de namoro. A co-autora do estudo, professora Naomi Eisenberger diz que essa sobreposição na neurobiologia da dor física e social faz sentido.

domingo, 13 de janeiro de 2013

O amor requer tempo e paciência.


Urgência emocional.  

"Se tudo é para ontem, se a vida engata uma primeira e sai em disparada, se não há mais tempo para paradas estratégicas, caímos fatalmente no vício de querer que os amores sejam igualmente resolvidos num átimo de segundo.
Temos pressa para ouvir "EU TE AMO". Não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: Somos namorados, ficantes, casados, amantes?
Urgência emocional... Uma cilada.
Associamos diversas palavras ao AMOR: Paixão, Romance, Sexo, Adrenalina, Palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimentoé: "Paciência".
Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É preciso degustar cada pedacinho do Amor, no que ele tem de amargo e de saboroso, no que ele tem de duro e de macio.
Os nervos do Amor, as gorduras do Amor, as proteínas do amor, as propriedades todas que ele tem. É uma refeição que pode durar uma vida.
Mas, não. Temos urgência. Queremos a resposta do e-mail ainda hoje, queremos que o telefone toque sem parar, queremos que ele se apaixone assim que souber nosso nome, queremos que ela se renda logo após o primeiro beijo, e não toleraremos recusas, e não respeitaremos dúvidas, e não abriremos espaço na agenda para esperar.
Temos todo o tempo do mundo, dizem uns;
Não há tempo a perder, dizem outros: A gente fica perdido no meio deste fogo cruzado, atingidos por informações várias, vivências diversas, parece que todos sabem mais do que nós, pobres de nós, que só queremos uma coisa nessa vida, "Sermos Amados".
Podemos esperar por todo o resto: emprego, dinheiro, sucesso, mas não passaremos mais um dia sequer sozinhos. "Te adoro", dizemos sei lá pra quem... Para quem tiver ouvidos e souber responder."Eu também", que a gente está mais a fim de acreditar do que de selecionar.
"Urgência Emocional", PRONTO-SOCORRO DO AMOR...
Atiramos para todos os lados e somos baleados por qualquer um.
E o coração leva um monte de pontos por causa dessa tragédia: "PRESSA".


                   (Trecho da crônica: urgência emocional;
 livro: montanha russa; de Martha Medeiros.)


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Amor é para sempre



Por:Martha Medeiros

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. 
Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O amor permite liberdade







Por Osho

"O amor permite que qualquer coisa que o outro queira fazer, ele possa fazer. Tudo o que ele quiser - se o deixa em êxtase, a escolha é dele.
Se você ama a pessoa, então você não interfere na privacidade dela. Você deixa intocada a privacidade da pessoa.
Você não tenta invadir seu ser interior.


A exigência básica do amor é "Eu aceito a outra pessoa como ela é" e o amor nunca tenta mudar a pessoa em função da própria idéia que se tem do outro. Você não tenta cortar a pessoa aqui e ali e deixá-la do tamanho certo - o que tem sido feito em todos os lugares no mundo inteiro...

Se você ama, não existem condições. Se você ama, então impor condições não é o caso. Você o ama como ele é. Se você não o ama então também não há problema. Ele não é ninguém para você; impor condições não é o caso. Ele pode fazer tudo que quiser fazer.
Se o ciúme desaparece e o amor permanece, então você tem algo sólido em sua vida, o qual vale a pena possuir.

Quando você está compartilhando seu contentamento, você não cria uma prisão para ninguém, você simplesmente dá. Você nem mesmo espera gratidão ou agradecimento, porque você está dando não para conseguir alguma coisa, nem mesmo gratidão. Você está dando porque está tão repleto ... você precisa dar. Assim, se alguém está grato, é você quem esta grato à pessoa que ACEITOU seu amor, que aceitou seu PRESENTE. Ela o aliviou, permitiu a você que a banhasse. E quanto mais você compartilha e mais você dá MAIS VOCÊ TEM.

Então isso não o torna um avarento, não cria um novo medo, o de que "eu posso perder isso". Na realidade, quanto mais você o perde, mais águas frescas fluem, vindas de nascentes sobre as quais você não estava consciente anteriormente.
Se a existência toda é una e se a existência toma conta das árvores, dos animais, das montanhas, dos oceanos - desde a menor folhinha de grama até a maior estrela - então ela também toma conta de você.

Porque ser possessivo? A possessividade mostra simplesmente uma coisa - que você não consegue confiar na existência. Você tem que conseguir uma segurança pessoal separada, uma proteção pessoal separada. Você não pode confiar na existência. A não possessividade é basicamente confiança na existência.
Não há necessidade de possuir, porque o todo já é nosso.
Abandone a idéia de que o apego e o amor são uma coisa só. Eles são inimigos. É o apego que destrói o amor.
Se você limita, se você nutre o apego, o amor será destruído, se você alimenta e nutre o amor, o apego
desaparecerá por si mesmo.

O amor e o apego não são um; são duas entidades separadas e antagônicas entre si.

E lembre-se sempre da regra básica da vida: se você idolatra alguém, um dia você se vingará.

Você tem que estar alerta para não ser manipulado por ninguém, não importa quão boas sejam as intenções da pessoa.
Você tem de salvar a si mesmo de tantas pessoas "bem intencionadas", benfeitoras, que constantemente o
aconselham a ser isso e a ser aquilo. Ouça-as e agradeça. Elas não querem fazer nenhum mal - mas mal é o que
acontece. Simplesmente ouça a seu próprio coração. Esse é o seu único professor.

As pessoas o têm julgado e você aceitou a idéia dela sem um exame minucioso. Você está sofrendo todos os tipos
de julgamentos das pessoas e está jogando esses julgamentos em outras pessoas. Esse jogo alcançou proporções
incríveis e toda a humanidade está sofrendo isso.
Se você quer sair desse estado, a primeira coisa é: não julgue a si mesmo. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas fraquezas.

Não há necessidade de fingir o contrário, seja simplesmente você mesmo: É assim que eu sou - cheio de medo. Não consigo sair na noite escura, não consigo ir na floresta densa. O que há de errado nisso? É simplesmente humano.

Quando você aceita, você é capaz de aceitar os outros, porque você terá um insight claro de que eles estão sofrendo da mesma doença. E aceitando-os, você irá ajudá-los a aceitar a si mesmos.
Podemos reverter todo o processo: você se aceita e isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - QUANTA PAZ SE SENTE - e eles começam a aceitar os outros.

Dar amor é a linda e verdadeira experiência, porque com ela você é um mestre de si mesmo. Receber amor é uma experiência muito pequena, é a experiência de um mendigo.

Não seja um mendigo, pelo menos tratando-se de amor, seja um imperador, porque o amor é uma qualidade inesgotável em você. Você pode dar tanto quanto quiser. Não tenha preocupação que ele esgotará. O amor não é uma quantidade, mas uma qualidade e qualidade de um certa categoria que cresce ao se dar e morre se você a segura. Seja realmente esbanjador!!

Não se importe para quem. Esta é na verdade a idéia de uma mente mesquinha: Eu darei amor a determinadas pessoas que tenham determinadas qualidades ... Você não entende que tem em abundância, que é uma nuvem de chuva. A nuvem de chuva não se importa onde chove - nas pedras, nos jardins, nos oceanos - não importa. Ela quer descarregar-se e essa descarga é um tremendo alívio.

Assim o primeiro segredo é: não peça amor. Não espere, pensando que você dará se alguém lhe pedir - Dê!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Alma gêmea é o encaixe perfeito.







As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora.


Elizabeth Gilbert






quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um relacionamento não se sustenta apenas com o amor. É preciso mais



Por: SOLANGE ROSSET

Psicóloga e colunista da revista Caras



Claro que o sentimento é importante, mas está longe de ser tudo em uma relação. Sacrificar a dignidade e a autoestima somente porque ama, por exemplo, não vale a pena. De todo modo, não se pode descartar uma união agradável e rica por acreditar que não envolve amor suficiente. A vida a dois requer respeito, parceria, projetos em comum. Quando existe amor, melhor ainda.

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Culturalmente, as pessoas estão condicionadas a acreditar que o amor é o mais importante em uma relação. A família ensina assim e a sociedade, de uma forma ou de outra, corrobora a crença. Mas pensar dessa forma nem sempre é saudável para quem vive um relacionamento. Amor é bom, mas não é tudo. Acreditar nisso impede que os parceiros avaliem o compromisso conjugal com clareza e distanciamento, que enxerguem o que está acontecendo naquele determinado momento da relação, e dificulta as aprendizagens, as mudanças.
Quando essa definição cultural se soma a dificuldades pessoais, a união vai se cristalizando e perdendo a possibilidade de ser reavaliada, redefinida, recontratada. Por carência, ilusão ou medos, muitas pessoas ficam em relacionamentos ruins com a desculpa de que os envolvidos “se amam”. O fato de considerarem isso o mais importante faz com que não avaliem outros aspectos, muito importantes, que fazem parte de uma relação de casal. Em nome do amor, suportam ser maltratadas, rejeitadas, desqualificadas. Convivem com a solidão a dois, com a falta de parceria (no uso do dinheiro, nos projetos, na divisão de tarefas). Ou toleram diferenças profundas de valores, de ética, de moral. O fato de haver amor acaba se tornando uma desculpa para não tomar decisões, fazer escolhas ou responsabilizar-se.
Por mais importante que seja, o amor é apenas um dos elementos que justificam uma relação. E não estou falando em paixão — aquele entusiasmo desorganizador, avassalador, que faz com que a pessoa só enxergue no outro o que lhe agrada e só mostre para o outro o que o manterá interessado. Estou falando de amor verdadeiro, forte e profundo. Aquele sentimento de pertencimento, de carinho e compaixão, de satisfação de estar junto, de compreensão e respeito pelas dificuldades do outro. Mesmo esse encantamento maduro não é suficiente para manter um relacionamento saudável. Além dele — e, em alguns casos, mais do que ele —, precisa haver respeito, qualificação, parceria, projetos e objetivos comuns (o que inclui a aquisição de bens, a decisão de ter filhos ou não e outras coisas que envolvem os dois).
Os casais que têm essa soma de elementos e também amor são privilegiados. E sabem que vale a pena dedicarse, esforçar-se, alimentar o amor e as outras características da relação para manter e solidificar a parceria. Para outros, o amor nem é o principal. A vida em comum, rica e agradável, basta. O sentimento amoroso acaba por ser alimentado por todos os outros elementos. Nesses casos, quem enxerga a complexidade da situação pode, com maturidade e perseverança, cuidar da relação e tornála cada dia mais plena e realizadora. Agora, se um ou outro cai na armadilha de achar que o que tem é pouco, porque acredita naquela verdade preestabelecida de que o amor é tudo, correrá o risco de se entregar aos melindres da carência e da fantasia, pondo a relação em risco.
Por isso é que se faz necessário acabar com o mito: mais importante do que o casal se amar é ele viver bem e feliz, num relacionamento que traz aprendizagens e crescimento. Isso é uma relação plena.



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sábado, 27 de outubro de 2012

Quando o outro é tudo para mim.







Por: Maria Isabel Carapinha


Que sensação estranha identifico neste momento! Sou prisioneira há anos de uma situação que fui eu mesma que criei, depositei a minha vida inteira nas mãos desta pessoa, por ela reneguei meus ideais e objetivos de vida, por ela perdi amizades, por ela deixei de sair, de viajar, por ela deixei de viver...

Inúmeras são as histórias de sofrimento que ouvimos sempre atreladas à outra pessoa; entretanto, no âmago de tudo isto, existe a sua escolha por sofrer eternamente ou por ser feliz. É complicado se desvincular de um sentimento que por anos fez parte de sua vida, mas a decisão por uma vida diferente pode, sim, ser o passo inicial para uma grande mudança.

Um relacionamento ou casamento desfeito representa na grande maioria das vezes um despertar para uma vida nova, onde as opções de crescimento e aprendizado são infinitas. Mas, para o primeiro passo acontecer, é necessário, íntima e profundamente, que você aceite que determinada pessoa não faz mais parte da sua vida, e que tudo relacionado a ela, simplesmente não lhe interessa. Em palavras bem duras, é decretar para si mesma que esta pessoa morreu e quando isto acontece, o Tempo, Senhor da Razão, encarrega-se de colocar este sofrimento o mais distante possível de você.

Quando você se dá conta do quanto foi prisioneiro de uma situação, deve em primeiro lugar ter absoluta certeza que você permitiu e que o outro não é responsável pelo seu sofrimento. Puxa! Que coisa mais difícil, trazer para você a culpa do que está acontecendo em sua vida...
No cerne desta questão, no entanto, existe algo que você já viveu em alguma fase de sua vida de rejeição e sofrimento muito intenso que lhe fez repetir tal situação, no intuito de fazer uma história diferente. Vamos explicar melhor: as situações que atraímos para nossa vida, e que representam dor e sofrimento, sempre são repetições de algo que vivemos e que não resolvemos e, assim, transformamos em bloqueios energéticos.

Quanto mais nos entregamos à intensidade deste sentimento insano de posse, mais perdemos tempo em nossas vidas. Outra coisa muito importante a ser colocada é que mesmo que dispensemos enorme energia em lamúrias e choros silenciosos, os outros irão sentir a vibração negativa em seu campo energético. Ou seja, aquilo que você pensa, sente, verbaliza e vivencia intensamente, instala-se em seu campo energético e quem se aproximar de você sentirá com toda a intensidade o que por você foi vivenciado. Desse modo, todos os seus pensamentos e emoções negativas são facilmente percebidos pelas pessoas que conversam com você e por isso logo se afastam... Eis a razão de dizer que as pessoas não se aproximam ou simplesmente não a enxergam, é exatamente pelo fato de não se sentirem bem ao seu lado.

Não há como chegar ao fim de todos esses sentimentos negativos, não há como odiar tanto que esse ódio se consuma por si só, não há como ter tanta raiva que esta raiva se esgote em seu ser. Desejar intensamente algo para outra pessoa significa receber na mesma proporção toda esta energia emanada. Nossa, que horror... quanta perda de tempo!

Para colocar fim ao seu sofrimento é muito importante entender que nada, nem ninguém, pode representar tudo em sua vida. Colocar cem por cento de expectativa em uma pessoa, situação ou em você mesma é a receita plena e segura da decepção.

Você é um ser pleno, é cem por cento amor, é luz, é brilho, é sucesso, é prosperidade, é alegria, é felicidade, é a imagem e semelhança do Criador que a cada momento deseja colocar sua vida em Ordem Divina, desde que você entregue e confie no todo. Permita ser levada pela onda da vida, na qual o amor incondicional será o seu guia. Faça sem nada esperar de volta, ame sem querer receber amor, viva cada dia tão intensamente e de forma tão bem aproveitada como se fosse o último em sua vida. Não perca mais tempo com sofrimentos que nada lhe beneficiarão.

A eliminação de tais bloqueios, que foram origem de sofrimentos em sua vida, é feito com a Mesa Radiônica. Através dela identificamos o exato momento em que a dor original se instalou e liberamos tal energia para que a sua vida se torne livre de repetições.

Há algum tempo, atendi uma moça que vivenciava este aspecto de dependência exagerada em todos os campos de sua vida, sentia-se presa e refém de todas as situações.
No casamento, sentia-se dependente emocional do marido, cada gesto ou palavra sua sempre representava uma indagação se ele ainda a amava; vivia monitorando os seus passos e fazia tudo que ele desejava a fim de nunca perdê-lo. Uma simples cara feia ao acordar podia, em seu entender, representar que ele não estava mais feliz ao seu lado. Assim, ela se desdobrava em atenções e carinho, muitas vezes até sufocantes, no intuito de reverter uma situação que nunca existiu. O marido por vezes se mantinha distante e isso a deixava desesperada; era como se ele fosse um Deus que governava todos os seus passos e atitudes. Ela sentia, no entanto, que a cada dia esta distância aumentava e ele já havia falado em separação; seu desespero era tal que até em suicídio já havia pensado.

No campo profissional, era refém de um chefe que dependia totalmente de seu serviço, mas que a maltratava com o objetivo de mantê-la dependente deste emprego. Fazia com que ela se sentisse incompetente e sem resultados e, assim, mantinha o seu salário baixo e dizia que nunca encontraria nada melhor, devido à sua performance. Na vida pessoal, era sujeita à mãe que fazia chantagem emocional para conseguir tudo que desejava.
Quando ela terminou de contar toda sua história, senti que, em todos os aspectos, a situação de aprisionamento e rejeição se fazia presente e tinha que descobrir em que momento de sua vida fora gerado este bloqueio.

Iniciei o equilíbrio de todas as suas frequências e parti para a identificação de tal bloqueio e identifiquei que algo marcante havia ocorrido há 34 anos, exatamente no momento do seu nascimento. Ela ficou me olhando um pouco assustada e disse: sim, tudo faz sentido... E começou a chorar...
Esperei que ela liberasse tal sofrimento e perguntei o que havia ocorrido. Ela me contou que seu parto fora muito complicado, pois estava com o cordão umbilical preso ao pescoço e sua mãe sofrera muito chegando a ter uma enorme perda de pressão, indo parar na UTI por uma semana após seu nascimento. "Puxa, eu sabia desta história, mas nunca a relacionei ao que minha vida é hoje. E agora percebo que repito o mesmo que vivenciei no momento de meu nascimento, entrego a minha vida de corpo e alma aos outros, no intuito de ser salva, e sinto a enorme rejeição de minha mãe por abandono, pois ela não pôde estar presente aos instantes seguintes ao meu nascimento.
Surpreendi-me com o enorme discernimento dela frente aos fatos, e iniciei a liberação energética de tal bloqueio em sua vida.

Hoje, passado alguns meses, ela se encontra feliz e amada novamente e com grandes perspectivas de mudar de país com o atual namorado e montar um resort.
Você é tudo em sua vida, ame-se muito e, assim, receberá todo o amor que merece!




terça-feira, 23 de outubro de 2012

Amor e Sexo: Até que ponto um sustenta o outro?





Amor e Sexo: Até que ponto um sustenta o outro?!


 Por : Rosana Braga


Tenho notado que muitos casais reclamam da qualidade de seus relacionamentos sexuais. No entanto, creio que antes de falarmos de atração física, disposição para o ato sexual ou sensualidade, devamos observar qual é o símbolo que a relação sexual tem num relacionamento que, a princípio, está baseado no amor!
Obviamente, a convivência entre um casal pede contato físico, intimidade e, conseqüentemente, sexo. Mas a questão é: até que ponto um sobrevive sem o outro? É possível amar sem transar? É possível transar sem amar? Por quanto tempo? Quanto vale uma relação onde o sexo insiste em existir sem o amor, ou vice-versa?

Sinceramente, acredito que a melhor tradução para o ato sexual entre duas pessoas que vivem juntas e que compartilham a mesma cama, a mesma mesa, enfim, o mesmo teto, seja a tradicional expressão fazer amor. Então, se o que os casais desejam é, sobretudo, fazer amor, a resposta é óbvia! Ou seja, devemos fazer amor em todos os sentidos, em todas as suas possibilidades. Não dá para pensar num amor que teima em aparecer somente no quarto, somente sem roupa, quando o que se espera são beijos, carícias, entrega, confiança, desejo, atração, cheiro, gosto, toque, sussurros e, de preferência, prazer! Não dá para fazer amor com uma pessoa durante 30 minutos ou uma hora se, durante o resto das 23 horas do dia, o que se consegue ter com ela são discussões, desconfianças, críticas, grosserias ou, o que ao meu ver é ainda pior, um silêncio cortante e esmagador, uma ausência absoluta de afeto. Enfim, não há tesão que resista à indiferença, à falta de companheirismo, compreensão e paciência, muita paciência!!!
Então, o que fazer? Desistir? Começar de novo? Sair com outra pessoa? Ou investir de verdade nesta relação e se dar uma nova chance?

Estou certa de que cada um tem a melhor resposta para si mesmo, mas a minha sugestão é que homens e mulheres comprometidos decidam, de fato, se comprometerem. Primeiro consigo mesmos, com seus conceitos e com o que esperam de suas relações. E depois, que possam se comprometer com seus parceiros, propondo uma nova maneira de amar.

Isto é, que os casais compreendam que o ato sexual é conseqüência de uma série de outros atos; que a qualidade do sexo está diretamente relacionada com a qualidade que se tem em todos os outros setores do relacionamento, tais como respeito, admiração, confiança, entre outros já citados. Portanto, para conquistar (ou reconquistar) um relacionamento sexual satisfatório, prazeroso e intenso, é necessário (é absolutamente imprescindível) que os envolvidos invistam, primeiro, nas demais áreas da relação.

Elogios, convites para passeios a dois, comentários que elevam a auto-estima e a autoconfiança da pessoa amada, colaboração mútua, companheirismo, troca de idéias, diálogo (muito diálogo) e transparência são alguns dos mais importantes ingredientes para que se possa obter um relacionamento saudável. Tente ser o mais verdadeiro possível, expondo os seus medos, as suas inseguranças, os seus sentimentos mais profundos. Crie uma atmosfera amigável e dê o melhor de si. Comporte-se como um autêntico Don Juan ou como uma adorável sedutora e garanta o sucesso do seu amor.

E quando você titubear, com medo de sofrer, de quebrar a cara ou de ser passado como tonto, lembre-se que a vida é um risco. Saiba que o amor é um grande risco. Mas que se você nunca correr este risco, poderá ter apenas uma certeza: a de nunca experimentar a plenitude do amor.

Por outro lado, se você decidir arriscar, decidir investir no amor trazendo à tona tudo o que há de mais singelo e verdadeiro dentro de você, correrá um outro sério e provável risco: o de descobrir que pode ser amado e pode amar muito mais do que imaginou um dia e que, por conta disso, pode ser muito, muito mais feliz!!! A escolha é sempre sua.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A arte de Amar







Por: Zwínglio Christopher




Algumas pessoas sempre me perguntam: o que fazer para encontrar a pessoa certa? “Será que algum dia eu encontrarei alguém certo para mim”, ou ainda, “por que meus relacionamentos nunca dão certos?” Escrevi esse artigo pensando naquelas pessoas solitárias que se perguntam porque não conseguem encontrar alguém certo para libertá-las dessa prisão que é a solidão, e não nas pessoas que estão desacompanhadas por escolha própria e que se sentem bem estando sós. Também pensei naquelas pessoas que passam de um relacionamento para outro e que não compreende o porquê de não conseguirem mantê-lo por mais tempo.



Conta a história sobre um lenhador que ao ir a busca de madeira em uma floresta um pouco mais densa, do que o de costume, encontrou uma mulher desacordada, com feridas como se tivesse sido atacada por algum animal feroz, debaixo de alguns arbustos. Pelo jeito, ela tinha se arrastado até aquele ponto para evitar que algum outro animal pudesse fazer algum mal. Estava desacordada e o lenhador a levou até a sua cabana. Ao chegar apressou-se em cuidar das feridas. Perguntou-lhe o que tinha acontecido, mas a mulher fez questão de não responder a pergunta. O lenhador então continuou a cuidar de suas feridas. Ao terminar, preparou-lhe algo para comer, colocou ao lado da cama e voltou a floresta para buscar madeira. Ao anoitecer, o lenhador chega e encontra a jovem mulher bem alimentada e se sentindo melhor. Novamente pergunta o que aconteceu e ela relata que ao tentar encurtar o caminho para sua casa por dentro da floresta encontrou um lobo que a atacou, só conseguiu afugentá-lo por ter acertado uma paulada em sua cabeça, o que o fez fugir. A jovem mulher então percebe que a mão do lenhador está ferida e pede que a deixe fazer um curativo. O lenhador permite, e a mulher, com todo o carinho que poderia ter, cuida da mão machucada daquele homem que, cansado do dia de trabalho, apenas a olhava. O lenhador se ofereceu para levá-la de volta para sua casa quando estivesse melhor, mas conta a história que a mulher nunca mais desejou ir embora daquela cabana.



As vidas das pessoas são modificadas profundamente pelos vínculos afetivos importantes. Muitas vezes esses vínculos agradáveis são fundamentais para evitar alguns problemas de cunho emocionais como a depressão. O contrário também se torna real. Pessoas com poucos vínculos afetivos tendem a terem mais chances de desenvolverem problemas emocionais.



Estou Só ou em Solidão?



Algumas vezes na vida nos deparamos com pessoas que se encontram desacompanhadas e que, no entanto, demonstram estarem muito bem emocionalmente, sempre alegres e confiantes. Qual será o segredo? Será que essa pessoa foi abençoada com o elixir da felicidade e que não precisa de um companheiro para estar feliz? O que acontece é que existe uma diferença básica entre estar só, sem namorado ou companheira, e entre o sentimento de solidão. Nos sentimos em solidão quando percebemos grande necessidade de estarmos nos relacionando com alguém, o qual atribuímos grande responsabilidade pela nossa felicidade. Ter sentimento de solidão ao longo da vida é algo natural afinal de contas o ser humano é um ser social que necessita de contatos interpessoais, e que em algum momento da vida se sentirá só. O problema surge quando o sentimento de solidão é constante, levando a pessoa a condicionar a própria felicidade ao fato de encontrar um companheiro. Acompanhado do sentimento de solidão freqüentemente se encontram elevadas expectativas acerca de um relacionamento perfeito com a pessoa ideal, cheia de qualidades, que irá tornar a vida de quem está só num “mar de rosas”. Os casais feitos um para o outro do filme ou da novela contribui em muito para a idéia de que todo mundo tem alguém a sua espera. Alguém que fará a sua vida mudar por completo. Mas ai se espera... se espera ... e não aparece ninguém. O sentimento de solidão aumenta e o desejo de encontrar a “alma gêmea” também. Muitas pessoas quando se encontram nessas situações acreditam que só conseguirão serem felizes quando não estiverem mais desacompanhadas. Já outras estão sozinhas e se sentem muito bem. O problema então está em estar só?



Áreas da vida a Auto-estima



Existem algumas áreas básicas da vida em que investimos nossa atenção, nossas energias e nossas emoções, são estas áreas: a profissional, a familiar, a física / saúde, a social (lazer), a da religiosidade e a área do relacionamento afetivo. Os relacionamentos afetivos fazem parte de apenas uma dessas áreas. Quando conseguimos distribuir nossas energias, atenções e preocupações de uma maneira equilibrada entre essas áreas as chances de depender apenas do “amor da vida” para ser feliz diminui, possibilitando com que a auto-estima aumente, melhorando o humor e, por conseqüência, melhorando o contato com as pessoas que estão a sua volta. Aquelas pessoas que demonstram boa auto-estima são vistas como mais atraentes pelas pessoas que as observam. Ou seja, buscar equilíbrio nas áreas da vida é positivo para um sentimento de melhor bem-estar e ainda melhora a imagem que as pessoas têm ao nosso respeito.



Saber cuidar



Saber cuida significa oferecer aquilo que a pessoa está necessitando no momento em que ela mais precisa. Cuidar das pessoas é uma arte que nem sempre é tão fácil como se parece. Exige, antes de tudo, muita sensibilidade para se colocar no lugar da outra pessoa e sentir o que realmente a pessoa precisa naquele momento. Engana-se aquela pessoa que pensa que o fato de viver ligando pro namorado ou marido, ou ainda, que viver tentando facilitar tudo o que a pessoa vai fazer, que está cuidando do outro. Para que o outro se sinta cuidado é fundamental que ele ache isso necessário. Imagine a esposa que liga para o marido sabendo que ele se encontrava no meio de uma reunião tensa a trabalho.



ESPOSA: [vou demonstrar o quanto sinto a falta dele] Oi amor, liguei só para dizer que te amo. [alegre]



MARIDO: [O que ela acha que estou fazendo. Que estou brincando?] Oi querida, não posso falar com você agora. Depois te ligo. [ríspido]



ESPOSA: [Como ele é insensível] Só queria dizer um oi. [chateada]



Por mais que ela pensasse estar demonstrando zelo pelo marido, esse tipo de preocupação não era adequado ao momento, em que questões muito importantes estavam sendo tomadas. Um erro muito constante é achar que a outra pessoa vai se sentir amada pelo fato disso ser dito para ela. Dizer que gostamos de alguém é apenas mais uma coisa que podemos fazer por ela. E quando isso é dito em um momento que ela não precisa ouvir, estamos manipulando-a indiscriminadamente por causa de nossas necessidades, e isso não é cuidar.

Retornando à história do lenhador e da jovem moça. Ao perguntar o que havia acontecido, a mulher não respondeu, então o lenhador calou-se a passou a cuidar dos ferimentos. Naquele momento era a única coisa que a jovem precisava. Ela não precisava de conversa e nem da demonstração de interesse pelo que lhe tinha acontecido. Ela apenas necessitava que suas mazelas fossem tratadas. Após ser cuidada com tanto zelo, a moça, percebendo que o lenhador havia se machucado, desejou retribuir-lhe o favor. É ai que entra um outro ponto importante no envolvimento a dois que é o deixar-se cuidar.



Deixar-se cuidar



Muitas pessoas se questionam por que estão sós, mesmo tendo sido companheiros tão cuidadosos e preocupados com o outro. Normalmente, acontece de alguns namorados ou maridos cuidarem tanto da companheira e, mesmo assim, esta acabar largando-o ou, até mesmo traindo-o. O que acontece também nesses casos é que geralmente estas pessoas são parceiros que raramente pedem ajuda ou que admitem suas inseguranças. Aparentemente, essas pessoas cuidam demais e não se permitem serem cuidadas. Para se fazer cuidar, é importante deixar que o outro note suas necessidades e que se sinta gratificado ao atendê-las. Da mesma forma que as pessoas gostam de receber cuidado e atenção, também sentem necessidade de retribuir o cuidado. O sentimento de reciprocidade é algo que é tido como fundamental num relacionamento. Uma tentativa frustrada de cuidar da outra pessoa pode acabar por diminuir o vínculo e a vontade oferecer o carinho tão necessário nos relacionamentos amorosos.

O lenhador soube cuidar e também soube permitir ser cuidado. Esses dois atos foram o bastante para que se criasse um vínculo entre aqueles dois indivíduos. Se ele não tivesse permitido ser cuidado, a jovem certamente continuaria grata, mas talvez não teria se formado uma relação de recíproco interesse entre eles.

No dia-a-dia, mostrar ao companheiro que ele pode estar ajudando em algo que precisa muito, e em que sentirá muita gratidão, funciona mais do que pedir as coisas em forma de imposição. Por exemplo, uma coisa seria a esposa que pede: “Vá fazer as comprar, pois aqui em casa não tem coisa alguma”. Outra coisa bem diferente seria: “Querido, estou preocupada com algumas coisas a fazer, se você pudesse fazer as comprar me deixaria muito aliviada, você faria isso por mim?”.



Variar é necessário



Um outro ponto importante para se sustentar um relacionamento é o saber variar. Variar não significa necessariamente fazer coisas extravagantes ou muito diferentes. Trata-se muitas vezes de fazer as coisas de forma diferente. Variar significa resistir ao que sempre deu certo. Se sempre pediu o mesmo prato num restaurante por ter achado ele mais gostoso da primeira vez, mude ao pedir um prato diferente. Algo que é muito bom quando cai na rotina acaba sempre por perder a graça.

**

Seja lá qual for o tipo de envolvimento que você tenha com alguém, quanto mais você souber cuidar e se permitir cuidar mais vínculos sinceros você conseguirá formar. Quando falamos de relacionamento amoroso, o mais importante é você entrar em sintonia com a outra pessoa e conseguir perceber o que a pessoa precisa ou necessita e saber fazê-la perceber suas necessidade. Quem dominar essa arte do cuidado certamente usufruirá um pouco mais dos prazeres da vida a dois.



“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” (O pequeno príncipe, Exupéry).


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Que é do Outro Não Nos Completa







Por: Andrea Pavlovitsch


O que vem do outro não me completa! Comecei a pensar nisso quando, tempos atrás, me senti muito amada por um homem. Ele fazia tudo para mim: mandava flores, mensagens de texto a cada cinco minutos, dizia que me amava e que queria casar e ter muitos filhos o quanto antes. Eu achava aquilo lindo, mas, não sei, tinha alguma coisa que não batia. Não adiantava muito, sabe? Não me fazia sentir gostosa dentro do peito, quentinha, cheinha. Era muito melhor para o meu ego, do que para a minha alma.

Comecei a perceber que eu ficava mais feliz quando amava alguém (que nem me amava muitas vezes) e quando via essa pessoa, do que quando ele me dava todas aquelas demonstrações de afeto. Foi aí que eu percebi: o que é do outro não nos preenche. O nosso amor é nosso e é muito mais legal amar, do que ser amado. Claro que é perfeito quando as duas coisas acontecem juntas, mas sabemos que nem sempre isso é possível. As vezes o amor acontece de uma forma bem estranha. Ele vem da alma porque nós estamos em conexão com ela (e alma quando gosta, gosta mesmo), mas pode não ir para outro. Esquisito, né? Você amar tanto alguém e isso não significar nada para a outra pessoa.Na verdade, não significa mesmo, se ela não amar também. É a mesma coisa que você descrever a dor que está sentindo quando aquele vaso cai no seu dedinho do pé. Você pode explicar, desmaiar, mas o outro não vai sentir aquilo, não vai sentir dor nenhuma. Com certeza vai se arrepiar e pensar “ainda bem que não foi comigo”. Mas saber, isso realmente nunca.

Recebo muitos e-mails de mulheres dizendo que elas amam e não são correspondidas e que não entendem como isso pode acontecer. Eu digo, acontecendo. O outro nunca é obrigado a sentir o que nós sentimos. Mas, infelizmente, é difícil pra gente entender isso. Uma mulher, principalmente, pode passar a vida convencida de que só falta um pouco, um pouquinho, para aquele cara perceber que a ama. Mesmo que isso seja verdade, pode até ser, assumir é outra história, e precisamos aceitar isso. E, quando o amor do outro vem de graça, não nos satisfaz.

Então, qual é o mistério do amor?Amar. Amar sempre. Amar tudo. Desde as suas plantinhas, seu trabalho, seu homem, sua mulher. Seus filhos, a sua praia preferida, seu corpo, sua sexualidade. Fazendo um exercício de amor a todo o instante, com tudo o que estiver ao nosso redor. Com cada coisa que se mover, ou não. Com cada pessoa que se aproximar. Pode ser que algumas destas pessoas despertem também o desejo sexual. Pode ser que sejam grandes amigos, de coração, que também amamos. Tudo é amor. Tudo é a mesma energia amorosa e contagiante. Tudo é uma questão de aceitarmos isso nas nossas vidas e escolher, sempre, com o coração.

E nada de jogos. Só amor. Mesmo que seja “errado e torto”. Mesmo que todo mundo te diga que não é bem assim, que ele não é pra você, que ela é meio vagabunda demais. Não interessa. Sentir é a arma mais poderosa que temos. É onde se instala o nosso verdadeiro poder. O poder de Deus (Universo, Jesus, Energia) dentro da gente. É uma força imensa, enorme que nos toma e a tudo ao nosso redor, que nos faz crescer, expandir, multiplicar. E se Deus inventou uma sensação melhor do que essa, sinceramente, guardou só pra ele.Então, vamos parar com o amor mesquinho? O amor do tipo “eu te dou se você me der”? Não tem nada de amoroso nesta atitude. Não é sentir. É só um poder do ego que morre na praia porque não faz o menor sentido. Pessoas que não sentem são muito, muito perigosas. Tenho medo delas. Porque não tem a menor noção de quem sejam.Mais amor. Mais alma. Menos ego. Sempre.

Andrea Pavlovitsch
Psicoterapeuta holística

segunda-feira, 25 de junho de 2012

* NINGUÉM MUDA NINGUÉM*



Por Patricia Gebrim

É possível mudar o nosso parceiro em um relacionamento?


Gente!!! É muito sério o que tenho para dizer. Por favor, peguem uma folha de papel em branco, canetinhas coloridas de todas as cores, purpurina, tintas... e escrevam bem grande no centro da folha, com direito a gliter e luzes coloridas:

Escreveu?
Agora pendure a folha em um lugar bem visível e leia essa frase ao menos 100 vezes todos os dias, antes de dormir e ao despertar!

Acreditem, é incrível o número de pessoas que ainda desconsideram essa verdade.
Entram em relacionamentos e se enganam, fingindo que certas características do parceiro estão lá quase por acaso, mas que com certeza essas coisas mudarão quando a fada boa do amor cantar sua canção de ninar para o casal apaixonado. Quase como se o amor fosse uma espécie de borracha gigante com a qual pudéssemos apagar do outro as imperfeições que tanto nos incomodam.

Repito... isso não vai acontecer! Amor não é borracha!
Um dos maiores problemas que vejo nos relacionamentos atualmente está no fato de que as pessoas ficam tão desesperadas para encontrar um parceiro que basta alguém as escolher para que se sintam imediatamente gratas por serem salvas desse horrendo destino: solidão. Com isso, nunca escolhem. Basta que sejam escolhidas. Se um sapo as escolhe, vira príncipe na hora!
E se forem escolhidas por alguém que tenha valores muito diferentes dos seus, por exemplo, as pessoas resolvem essa “pequena dificuldade” negando essas diferenças e dizendo a si mesmas que com o tempo isso irá mudar e, magicamente, os dois se tornarão parecidos, quase iguais.

BESTEIRA!

O tempo vai passando e isso não acontece. O outro não muda! E aquelas diferenças começam a incomodar. E em breve os dois estão desesperadamente tentando mudar um ao outro, como se essa fosse a saída para que a relação pudesse funcionar. Em geral nesse processo alguém se torna o cobrador e o outro se torna o que é cobrado e sufocado. Ambos vivenciam a frustração e a dor ao se deparar com a dura verdade: o outro simplesmente não vai mudar.

O outro não vai dar mais do que pode só porque você quer.

O outro não vai aceitar menos do que acredita merecer só porque você quer!
Tente perceber... é muito importante que você perceba isso:
Se, lá no começo de tudo, você tiver calma, se der a si mesmo tempo para conhecer melhor a pessoa que chegou à sua vida, se conseguir escapar dessa loucura coletiva que o leva a aceitar a primeira pessoa que aparecer... se puder fazer isso, talvez possa dar a si mesmo a chance de conhecer o outro melhor antes de fazer uma escolha. E ao fazer isso, talvez possa escolher melhor.
Imagine que você seja uma pessoa doce e carinhosa e decida ter um bichinho de estimação. Você fica tão ansioso para comprar o bichinho que acaba comprando o primeiro que encontrou... um lindo peixe dourado em um aquário redondo. Você leva o aquário para casa todo feliz e o coloca em um lugar de destaque na sua sala. Mas aí a noite chega e você começa a se sentir só... e percebe que sente falta de toque. Pega o peixe dourado e ... o coloca no colo... Ops! E agora?
Peixes não são muito de abraçar. Para falar a verdade eles parecem morrer quando os tiramos de seu mundinho particular... entenda... não adianta querer colocar no colo um peixinho dourado! Não vai funcionar!
Se era tão importante para você afagar um bichinho... por que comprou logo um... peixe????
Devia ter comprado um cachorro... um coelho... talvez um gato (se bem que a maioria dos gatos não são muito de afagos). Mas... um peixe????
Com isso quero deixar clara a importância da escolha, de uma escolha consciente.

Agora, se você já comprou o peixe... NÃO ADIANTA QUERER QUE ELE VIRE UM CACHORRO, entende? Ele não irá NUNCA latir ou se deitar no seu colo. Ou você aceita o peixe como é ou aceita que fez uma besteira, escolheu errado. Nesse caso, deixe que o peixe se vá e corra a um pet shop em busca do cachorrinho mais fofo e peludo que encontrar!

Loucura, no meu ver, é o que vejo em muitos relacionamentos. Gente brigando anos para transformar peixe em cachorro, tartaruga em águia, elefante em gazela... gente perdendo um tempo precioso que não volta mais, tentando encontrar culpados onde não há culpa alguma.
A culpa não é do outro! Um peixe tem todo o direito de ser peixe, afinal!

Nós é que precisamos ter mais clareza do que buscamos, aprender a ter mais calma e consciência em nossas escolhas e parar de agir desesperadamente por medo dessa tal solidão.





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Se desejas aprender mais sobre o amor, visite meu arquivo :

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